Ministros Extraordinários

Exercício fraternal da autoridade

Enquanto serviço à comunidade, a atuação do ministro terá que ser sempre fraternal. O ministro se coloca no meio do povo não como alguém superior ou mais importante, mas como um irmão servidor entre os demais irmãos e irmãs. Por essa razão o Jesus da comunidade de Mateus proíbe que os ministros sejam chamados de mestres, pais, senhores e guias. A atitude do ministro é a do servidor, sem nenhuma pretensão de exaltação (cf. Mt 23,8-12).

Na comunidade cristã a autoridade deve ser exercida de forma original. Nela aquele que exerce a função de representar o Cristo Mestre e Senhor deve lavar os pés dos demais, ou seja, deve colocar-se no último lugar como simples servidor (cf. Jo 13,12-17). Esta mesma atitude é mantida no período em que as comunidades vão adquirindo uma estruturação bem mais definida dos ministérios, lá por volta do final do primeiro século. Neste contexto insiste-se para que os ministros mantenham relacionamentos simples e naturais com os demais membros da comunidade. Eles não devem se comportar como “donos” das pessoas, como superiores e pais, mas devem tratar a todos com espírito de cordialidade, amor e familiaridade (cf. 1Tm 5,1-2).

Por esse motivo, nenhum ministro deve se considerar o único, como se tivesse o monopólio de todo o ministério na Igreja. Essa tentação de querer deter para si a exclusividade do ministério, eliminando os outros e considerando-os “concorrentes” apareceu muito cedo na comunidade cristã. Mas os discípulos reagiram a este tipo de mentalidade, deixando bem claro no Evangelho que o Mestre tem a liberdade de escolher os ministros que ele quer (cf. Mc 3,13) e de agir por meio das pessoas que ele quiser (cf. Mc 9,38-40).

Ora, se ninguém tem o monopólio do ministério, isso significa que a diversidade de funções e de serviços é algo legítimo dentro da comunidade. Jesus, por meio do seu Espírito, suscita inúmeros carismas na Igreja, de acordo com as necessidades dos tempos e dos lugares (cf. 1Cor 12, 12-30). Portanto, impedir que diferentes ministérios se desenvolvam numa comunidade é como tentar mutilar a ação do Espírito e impedir à Igreja de atender a necessidades concretas e de cumprir a sua missão. É claro que os ministérios não devem servir de enfeite e nem para premiar pessoas. O princípio para a constituição de ministérios é o surgimento de necessidades concretas (cf. At 6,1-6) e o reconhecimento de pessoas para isso vocacionadas (cf. 1Cor 7,7). Tal princípio, porém, não deve ser de impedimento à ação do Espírito (cf. 1Cor 12,4-11). Assim querido (a) paroquiano (a) leitor (a) finalizamos nossa reflexão sobre a autoridade a serviço e no próximo ano veremos sobre os sacramentos.

Pe. Ms. Jean Rafael Eugênio Barros

Distribuição dos Serviços em nossa paróquia:

  • Ministros da Comunhão – 32
  • Ministros da Palavra – 13
  • Ministros dos Enfermos – 12
  • Ministros das Exéquias – 03

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